Mídias Sociais para organizações:

Qual a melhor forma de uma organização estabelecer a sua estratégia?


Todos sabemos que é preciso cuidar da imagem da empresa na internet, tanto de forma proativa quanto reativa. Construir uma boa imagem na internet e consolidar o posicionamento de seu negócio no ambiente digital é um pré-requisito básico para qualquer empresa, independentemente do porte ou do segmento do seu negócio. É imprescindível monitorar o que se diz da marca e da concorrência para poder se posicionar de maneira adequada e vantajosa no mercado.


São centenas de maneiras de manter um relacionamento com o seu público na internet: através de conteúdo, anúncios, vídeos, imagens, reportagens, mas identificar a forma que mais agrada a sua persona é o ponto em questão.

Aqui vai um passo-a-passo sobre o quê fazer nesse caso:


1. Identifique Personas em seu negócio


Cada público reage de maneira diferente a diferentes tipos de conteúdo. Por isso a melhor estratégia é definir a sua persona. Definir isso significa traçar um perfil semi-ficcional do seu cliente ideal, ou seja, as pessoas que você realmente quer atrair com sua estratégia online. A ideia aqui é determinar um perfil baseado em dados reais dos clientes que você já tem para sempre passar mensagens direcionadas a elas. Reunir o máximo de dados possíveis dos seus clientes que impactem a relação deles com o seu negócio. Para isso, crie um formulário não muito longo para que as pessoas preencham de forma sincera.


2. Defina os Canais


De acordo com “We Are Social”, através de uma pesquisa realizada em 2017, existem 2,7 bilhões de usuários ativos nas redes sociais no mundo todo. A pesquisa identificou que 58% da população brasileira permanecem conectados ao menos uma vez por mês. E um dado importante: o Brasil foi apontado como o segundo país que passa mais tempo conectado às redes sociais.

Pois bem, a partir de sua persona estabelecida é preciso definir quais canais escolherá para que a mensagem chegue até elas, baseando-se em suas preferências e comportamentos.


É interessante saber que os canais costumam ser divididos em diferentes tipos, que leva a diferentes usuários. Simplificando para você, a classificação mais usual é:


Rede de Relacionamento - de fato o propósito de todas as redes sociais é o relacionamento, mas as que mais se encaixa nesse estreitamento hoje é o Facebook, que é considerada a rede social mais popular do planeta e possui mais da metade da população brasileira conectada a ela (são 120 milhões de usuários).


Outras redes que se encaixam nesse grupo de relacionamento são: o Instagram, o LinkedIn, o Twitter e o Google+ sendo que os dois últimos tem sido esquecidos com passar do tempo.


Rede Social Profissional - como o próprio nome diz, tem um objetivo mais profissional, ou seja, o intuito é divulgar projetos, habilidades, apresentar currículos e conseguir indicação para emprego. Nesse quesito o LinkedIn aqui no Brasil é a menina dos olhos.


O que não significa não conseguir gerar expressivo resíduo de comunicação através das anteriormente mencionadas. O Pinterest tem conseguido isso principalmente para empresas e pessoas que necessitam do apelo visual de divulgação, como é o caso da arquitetura, decoração, design e moda.


Redes Sociais de Nicho - diferentemente da Rede Social Profissional acima citada, a Rede Social de Nicho oferece um público ainda mais específico. Como é o caso da TripAdvisor que os usuários atribuem notas ao ramo gastronômico e turístico ou a Goodreads, uma rede social para leitores que podem fazer resenhas de livros e recomendá-los.

3. Descubra qual a melhor mensagem 

O passo seguinte é identificar qual a melhor forma de se comunicar com a persona (os tipos de conteúdo). Entender o momento em que a marca, o mercado e seus stakeholders estão e definir quais mensagens serão produzidas para alimentá-los através das mídias sociais.


No núcleo das mídias sociais estão os relacionamentos. As redes sociais se infiltrou em todo o mundo, e hoje, absorvida pelas pessoas. Tornou-se recinto onde marcas e empresas querem estar para interagir com os seus prospects e clientes. 

Uma comunicação assertiva gera valor à marca e é fator decisivo para a fidelização pois, no processo de escolha por um produto ou serviço é necessário o estabelecimento de vínculo emocional entre o cliente e a marca.

Veja abaixo as oportunidades de manter esse relacionamento:

. Oportunidade de compartilhar a visão da empresa

. Personalizar a mensagem e interagir de forma direta com o cliente

. Segmentar o público que se deseja atingir

. Possibilidade de vender por estes canais

. Criar um ambiente controlado pela marca

. Divulgar a empresa com baixo orçamento

. Interagir e informar em tempo real 

Como comunicar?

A empresa é mais solene ou descontraída? De quais gostos, ideias e opiniões compartilham? Em quê desejam se diferenciar? Essas e outras perguntas precisam de respostas objetivas e o trunfo para humanizar a marca e causar boa impressão em diferentes tipos de canais e contextos, mantendo sempre a mesma identidade. 

4. Diagnostique 

O passo seguinte é Diagnosticar: trazer à tona um apanhado de situações encontradas nas mídias sociais atuais, tendo sido elas monitoradas de forma profissional, ou não. 

No diagnóstico trabalha-se outro questionário que vai te nutrir de informações para a etapa seguinte. Parte dessas questões a serem levantadas vem do que se consegue de informações com a própria empresa e seu público-interno. Outras informações são advindas do que se descobre através das mídias sociais que ela possui e de público.

E quanto a concorrência?

É imprescindível analisar a concorrência como em qualquer plano de negócio e isso deve ser um dos primeiros passos a serem realizados para o planejamento das redes sociais corporativas.

As técnicas para isso são inúmeras. Muitas delas provenientes do marketing tradicional e outras são amparadas em ferramentas online. Poderá ser utilizada uma combinação das duas, para a assertividade do plano.

Seguem as mais usuais:

a) Análise de indicadores quantitativos - situações simples como verificar o número de seguidores, fãs, quantos são os usuários que não respondem à marca. Verificar a frequência diária e mensal das atualizações dos perfis.

b) Análise de indicadores qualitativos - identificar quais são os objetivos dos concorrentes nas redes sociais. Estão se concentrando em Branding? Engajamento? Vendas?

c) Análise Swot - análise das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da sua empresa em relação a concorrência no universo online.

d) Monitoramento das Mensões - monitorar qualquer termo que achar útil para a sua inteligência competitiva é de suma importância, como por exemplo: nome de produtos, nome de diretores e executivos concorrentes.

e) Monitoramento de tráfego - como por exemplo monitorar o número de cliques que os concorrentes estão gerando.

f) Monitoramento de Influenciadores - verificar quais usuários estão influenciando o público de seus concorrentes de forma mais positiva ou mais negativa.

g) Inteligência Competitiva - através de ferramentas utilizadas para cercear o concorrente, conforme citado acima, é importante utilizá-las também para obter insigts de diferenciação provenientes desses feedbacks encontrados.

h) Mapeamento do Ambiente Competitivo Social - adotar softwares de fluxograma para fazer o mapeamento de todo a esfera competitiva com visualização em tempo real do cenário e apresentar para as outras equipes e/ou superiores que não estão ambientados com o tema pode ser uma ótima pedida.

5. Planeje 

De posse das informações contidas diagnóstico e a partir da análise mais aprofundada da concorrência faz-se o Planejamento. Para isso existe a necessidade de estabelecer critérios, prazos, foco e tudo o que isso envolve.

a. Definir a frequência de posts

Em primeiro lugar é importante dizer que cada rede social contará com uma frequência de postagens diferentes. Isso se deve a diferentes públicos e aplicações metodológicas e tipo de conteúdo produzido. Além disso, vai depender da demanda da própria empresa e também da interação com o público dela. Mas, acima de tudo, é importante manter a regularidade das publicações. 

Horário X Engajamento - quando falamos de públicos específicos isso também precisa ser analisado atentamente porque vai depender do comportamento do público especificamente em cada uma das Redes Sociais. O ideal é que sempre faça testes e experimente como funciona cada uma dessas técnicas com a sua audiência. O que dá certo para os canais de uma empresa não necessariamente se aplica a outra empresa. Passar muito tempo sem postar nada e, de repente, compartilhar vários conteúdos de uma vez não só parece desorganização como realmente é.

b. Definir a editoria 

As redes sociais possibilitam grande variedade de tipos de conteúdo mas para que o seu conteúdo realmente atinja o objetivo e se torne relevante é necessário que haja engajamento.

Em primeiro lugar, deve-se estudar o público-alvo da rede social. O que eles costumam compartilhar, o que eles gostam de clicar, etc… Tudo isto deve ser levado em consideração.

Antes de estabelecer a linha de comunicação observa-se também como o seu público reage diante de cada postagem. Assim, você consegue ter insights cada vez mais precisos sobre a sua persona pois percebe quais campanhas geram mais resultados. Consegue determinar qual o tipo de conteúdo que é mais efetivo para a sua estratégia de redes sociais.

c. Criação de Nuvem de Palavras-Chaves (tags) 

Determine quais palavras-chaves são as mais relevantes para se trabalhar (de novo: tanto da sua empresa como da concorrência).

d. Definir um fixo mensal para o Facebook, Instagram Ads, LinkedIn Ads, por exemplo: 

Como é sabido, são plataformas de anúncios com posts patrocinados e são veiculados nos formatos de fotos, vídeos e carrossel de imagens. Essa ferramenta é usada para gerar cliques e conversões de novos seguidores.

Dica: definido um fixo, divide-se entre as redes sociais mais relevantes e dividido também entre os conteúdos institucionais e comerciais que serão adotados.

6. Monitore 

No Marketing Digital moderno o monitoramento de redes sociais é permanente. Tão ou mais importante que a própria geração de conteúdos digitais. Porque é através do monitoramento que se pode identificar quais os melhores caminhos para ser seguido por um produto ou serviço e ter uma percepção exata do conceito de marca junto a persona.

Frequentemente o monitoramento, como dito anteriormente, traz insights para novas campanhas e ações táticas dentro do ambiente de Redes Sociais e até mesmo fora dele. Além disso, importante ferramenta para gestão de crise.

Defina métricas e indicadores de desempenho para o seu monitoramento. Essas métricas devem ser explicadas em termos não só quantitativos mas qualitativos.


O monitoramento precisa ser diário e é imprescindível efetivar relatório mensal para quantificar esse monitoramento de forma visível a fim de ajustes e novos insights. Lembre-se que esse processo é cíclico e permanente.

É certo dizer que, de nada serve se tudo o que estamos conversando até agora não for mantido, ou seja: definir metas; entender o seu público; variar formatos; criar calendário editorial; escolher e entender as plataformas de redes sociais adotadas e mensurar resultados.

Existe uma infinidade de informações sobre esse tema e cada vez chega mais. Pois o universo digital é dinâmico, volátil e líquido. A todo momento a tecnologia se reinventa e com ela, a própria internet e as redes sociais, e não só isso, muda o cotidiano das empresas e das pessoas. Todo esse movimento caminha para o futuro, não sendo mais possível voltar ao que éramos antes: seres desconectados, repartidos. Por isso é fundamental avaliar como as informações que fluem nos ambientes sociais digitais vão redirecionar investimentos de comunicação; redefinir arenas de comparação; e fundamentar ou afetar imagens de marcas, preferências por produtos, canais e lojas que foramcriadas e sustentadas por muitos anos em ambiente analógico e são agora impactados pelo que ocorre no ambiente digital.



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