5 tentações que toda Startup deve evitar em 2019


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“A minha startup é disruptiva.”

“A minha startup não é disruptiva”.


Sempre ouço isso, aqui na agência, quando estamos ajudando a criar presença online ou offline para algumas delas, mas você sabe o que significa ser disruptiva?

Inovação disruptiva


A primeira vez que esse termo foi utilizado foi em 1995 por um professor de Harvard no livro “O dilema da inovação” e essa expressão é aplicada ainda nos dias atuais.


As inovações geralmente acontecem em um contexto que não se espera de fato, muitas vezes para suprir uma necessidade do momento. Cria um mercado totalmente novo substituindo um mercado já estabelecido.


Veja o YouTube, por exemplo, que começou oferecendo produto de qualidade inferior para um mercado específico sob a vantagem de preço mais acessível. Quem poderia imaginar, as execuções de hoje competindo com produções cinematográficas; ou ainda, cada pessoa tendo o seu próprio canal; relacionando-se com o seu próprio nicho de mercado; estabelecendo a sua própria audiência para vender e influenciar pessoas por produtos e serviços próprios ou de terceiros.


É comum que microempreendedores, com recursos limitados desafiem negócios maiores, o que não significa que todos os negócios que se iniciam sejam disruptivos. Segundo a Harvard Business Review (publicação 24/04/18), "para ser disruptivo, um negócio precisa primeiro obter aceitação dos setores mais baixos do mercado, segmento em geral ignorado pelas empresas estabelecidas em vez de buscar clientes mais lucrativos e de alta gama. Um [outro] ótimo exemplo é a Netflix."


Levando em consideração que a tecnologia disruptiva engole uma à outra: a Netflix dizimou a Blockbuster e vem fazendo isso também com a indústria de entretenimento; assim como o Uber vem acabando com os taxis; a Apple subjugou a indústria musical; a Amazon está exterminando a indústria do varejo; a Airbnb com a indústria hoteleira e assim por diante.


Vocês acreditam mesmo em tais afirmações?


Muita calma nessa hora, não é mesmo?!

Afinal, estamos vivendo a evolução natural das coisas. Se você assiste TV aberta então assiste a comerciais, certo? Mas com o advento da internet e da TV fechada, a TV aberta deixou de ser o centro das atenções nas salas de estar em todo o mundo. Com isso os hábitos de consumo mudaram e as propagandas interruptivas precisaram mudar e se readaptar junto com os hábitos de consumo. Os consumidores não são mais os mesmos e, mais do que nunca, têm poder sobre o quê consomem. Com isso surge a necessidade de novos negócios para suprir esse novo consumidor. Como por exemplo antes existia o marketing e agora existe também o marketing digital, com abordagem de atração de clientes através de estratégias diferenciadas para gerar valor para a marca e aumentar o engajamento, melhorar a visibilidade online e diminuir os custos com ações de marketing.


Pois bem, as coisas não param por aí, isso ocorre também com as tarifas, com os serviços que precisam estar muitos mais flexíveis e dinâmicos e com uma consciência de regulamentação mais adaptada a esse novo consumidor a partir das suas percepções adquiridas e necessidades conquistadas e assim por diante.


Dados difíceis de se olhar...


Segundo relatou o Sebrae para o portal Exame (no último 15 de agosto): “1 a cada 4 empresas fecha as portas antes de completar 2 anos”:


Algumas análises foram feitas após esse dado alarmante, e foram identificados alguns atributos para isso:


. crise política


. extrema burocratização, e


. dificuldade no planejamento das ações em marketing, principalmente com relação ao meio digital quando, muitas vezes o empresariado ainda confunde marketing digital com mídias sociais, que dirá em assuntos mais específicos e técnicos.


Por essas e outras, resolvi elencar 5 tentações que toda Startup deve evitar em 2019:


1. Não centrar na experiência do cliente


Para descobrir se a sua empresa será ou não disruptiva ou se você só está tentando inventar “a escova de dentes com duas cabeças”, não importa, o que importa mesmo é você perceber que o princípio balizador do negócio precisa estar centrado na experiência do cliente. Leve em consideração a sua dor, ou seja, o problema que cada cliente tem e o quê será resolvido se ele tiver o seu produto ou serviço em mãos de forma original, simples e eficiente.


2. Não se descuide da sua essência

É verdade que quem trabalha com tecnologia precisa estar antenado e se reinventar o tempo todo, isso ocorre mais frequentemente quando se tenta horizontalizar a todo custo para agradar ou abraçar demais o cliente. Abandona-se a sua essência, perdendo-se em meio a inúmeros tentáculos de serviços. Uma outra situação que ocorre é quando a empresa cresce absurdamente num curto espaço de tempo e sem o mínimo controle.


3. Cuidado com o amadorismo no marketing


Todo mundo tem um sobrinho, “um cara que manja de Photoshop”, mas poucos são especialistas em alguma coisa ou estudaram alguma coisa a fundo.

É preciso fazer uma entrega verdadeira de comunicação, dentro e fora do ambiente digital. Gerar experiência visual, tátil, verbal, olfativa se quiser criar vínculo emocional entre a marca e o seu público.


4. Não complique


Nem só de ideias revolucionárias, originais e tecnológicas vive o mercado. Nem todo mundo inventa uma “startup unicórnio” que vale 1 bilhão de dólares antes mesmo de abrir seu capital em bolsa de valores. Afinal, não é sempre que nos despertamos para uma ideia do tipo: Pinterest, Airbnb ou Uber, mas não significa que a sua ideia não seja válida e bem aceita pelo mercado em que atua, simples assim!


No entanto, perceba mais alguns tópicos que precisam ser amadurecidos. Pontos dos quais, ainda hoje, devem ser equalizados por diversos mercados:


. conheça o seu negócio e o seu mercado


. crie e fortaleça sua presença online e offline


. ofereça objetivos específicos e com finalidades claras do seu negócio


. reconheça as objeções sobre o seu produto ou serviço e esteja pronto para o contra-

argumento


. tenha em mente que quem oferece tudo não vende nada


. observe o cliente sempre e a todo instante, porque ele está em constante mudança


. ofereça o produto certo para o cliente certo


5. Não espere as vendas caírem


Revisite seus conceitos e tome atitudes a todo instante:


. saiba que toda campanha de engajamento tem vida útil


. crie novas ofertas, com novas abordagens e outros elementos


. acompanhe seus números e métricas diariamente


. refaça o ciclo


Por fim, sendo a sua empresa disruptiva ou não, segue o meu último conselho:


O segredo para alavancar a sua Startup: pitch na cabeça, olho no cliente, planilhas nos dedos, e muito, muito suor no rosto!



Jussara Capparelli é Diretora de Atendimento e Planejamento da Outsize, Head em Branding, Marketing e Marketing Digital – possui especialização em Neurociência e Psicologia aplicada e graduada em Comunicação Social e Administração de Empresas com ênfase em marketing.

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